Entenda os sintomas e tratamentos da hiperidrose palmar

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Entenda os sintomas e tratamentos da hiperidrose palmar

A hiperidrose palmar é caracterizada pelo suor excessivo nas palmas das mãos. Apesar de ser uma condição benigna, os pacientes enfrentam um desconforto ao realizar atividades do cotidiano, como tocar instrumentos, segurar objetivos, escrever, digitar e outras ações comuns.

Que tal entender melhor os seus sintomas e tratamentos?

Tipos de hiperidrose

A hiperidrose pode ser classificada como primária ou secundário, sendo que esta primeira está ligada aos fatores genéticos. A condição pode se manifestar em qualquer fase da vida e não tem uma causa conhecida.

Já a secundária está ligada a fatores como a menopausa, obesidade, uso de substâncias psicoativas e alterações endócrinas ou neurológicas. Neste caso, o paciente tende a sentir os sintomas em situações de estresse, ansiedade ou qualquer outra variação de humor.

Essa condição pode se manifestar em qualquer parte do corpo. A hiperidrose palmar é caracterizada pelo suor focado nas palmas das mãos, atrapalhando a execução de trabalhos manuais.

Sintomas da Hiperidrose Palmar

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É comum que as pessoas gerem suor em diversas ocasiões, mas no caso dos pacientes de hiperidrose essa quantidade é excessiva. A temperatura corporal do indivíduo permanece a mesma, porém o suor aparece em grandes quantidades em áreas específicas do corpo.

Além da transpiração excessiva, também é comum que os pacientes notem diferenças na coloração da área afetada. No caso da hiperidrose palmar, além de suadas, as mãos ficam vermelhas, com a aparência de inchadas.

Quando a pessoa percebe que está suando em excesso, é comum que ocorra a Síndrome de Gatilho da Hiperidrose, caracterizada por um acréscimo ainda maior na quantidade de suor. Isso acontece porque o paciente sente-se ansioso e constrangido com o episódio e os fatores emocionais acabam aumentando a quantidade de suor produzida.

Transtornos psicológicos e a hiperidrose palmar

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Muitos pacientes acreditam que os transtornos psicológicos, como a ansiedade e a depressão, causam a hiperidrose, mas é preciso entender que a situação é justamente o contrário.

Essa condição está ligada a fatores genéticos e alterações em hormônios, portanto nada tem a ver com os episódios enfrentados. O que acontece é que o paciente pode sentir-se constrangido ao ponto de desenvolver algum transtorno. Assim, o cérebro do indivíduo cria gatilhos que associem episódios de hiperidrose com crises de ansiedade, por exemplo.

Como não existe uma periodicidade definida para os episódios, o paciente nunca sabe quando enfrentará uma crise e esse nervosismo constante pode ser a causa do desenvolvimento de transtornos psicológicos. Por isso, é recomendado o tratamento com um psicólogo para que o problema não seja consolidado.

As dificuldades da hiperidrose palmar

Pacientes diagnosticados com essa condição relatam a dificuldade na execução de trabalhos manuais, como escrever, desenhar, limpar a casa, segurar objetos e qualquer atividade que envolva o uso das mãos.

Além disso, é comum que a pessoa se sinta constrangida ao cumprimentar alguém, tocar outras pessoas e até mesmo segurar nas barras dos ônibus, por exemplo. Entrevistas de emprego, dinâmicas de grupo e o desenvolvimento de uma carreira profissional também podem ser comprometidos pelos sintomas.

Os pacientes geralmente andam com lenços na bolsa para limpar a quantidade excessiva de suor e têm o costume de lavar as mãos várias vezes ao dia. É importante lembrar, porém, que a condição pode piorar com o uso de gel e pomadas que não sejam recomendadas no tratamento.

O tratamento da hiperidrose palmar

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Uma das técnicas mais comuns para o tratamento da hiperidrose é a simpatectomia, uma cirurgia realizada por meio de uma pequena incisão no tórax e guiada por equipamentos de vídeo. A cirurgia consiste no bloqueio do gânglio simpático, responsável pela transpiração em excesso.

São utilizados clips para obstrução do gânglio. Por isso, a realização da cirurgia é caracterizada como uma solução definitiva para a hiperidrose.

Já a Toxina Botulínica (BOTOX®/Dysport) é um tratamento que não exige a realização de uma cirurgia e, por isso, é mais utilizada para o tratamento da hiperidrose. A toxina é aplicada diretamente na região afetada (neste caso, as palmas das mãos) e elimina completamente o suor. O procedimento é realizado no consultório médico e não exige internação, portanto o paciente pode retornar às suas atividades logo após a consulta.

A desvantagem do tratamento com a Toxina Botulínica é que ele não é definitivo, e por esse motivo existe a necessidade da reaplicação no período entre 6 e 12 meses, exigindo várias consultas com o médico responsável. Agora, no caso da simpatectomia, a solução é definitiva, porém por tratar-se de procedimento cirúrgico o indivíduo pode apresentar complicações irreversíveis.

O ideal é que o paciente diagnosticado converse com o seu médico para entender todas as vantagens e desvantagens de cada método para que, juntos, possam definir a melhor estratégia para o tratamento da hiperidrose palmar.

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